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PIEDADE processos e práticas para o dia-a-dia

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O Piedarte, proposto a partir da exposição Andy Warhol: arte e práticas para o dia-a-dia, surge com um convite do Museu de Arte do Espírito Santo – MAES a uma equipe de artistas e pesquisadores para trabalhar em parceria com uma comunidade do entorno do Museu, para assim, realizar um convite a participação aos sujeitos daquela comunidade, formando um público sensível as questões do cotidiano e com as propostas artísticas contemporâneas.

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Encontro de conversas, percursos e paisagens que convergem e se disseminam na memória e nos lugares de trânsito das pessoas: a Piedade se torna o lugar de trabalho e o próprio trabalho, território de ação e de encantamentos, que se constrói na relação de troca dos processos artísticos e cotidianos. Como Andy Warhol, o Piedarte entende os trabalhos e as práticas artísticas como um instrumento de experiências, para registrar, ordenar e reproduzir o mundo ao seu redor, ou seja, como um convite a um [re]encontro com a paisagem.

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As pessoas que se aproximam nos constroem como Piedarte e se tornam Piedarte: as crianças, os moradores, e nós artistas envolvidos na coleta de histórias e memórias buscamos encontrar na Piedade um espaço de diálogo, de troca de experiências, entre gerações e suas histórias, e acima de tudo, entre as pessoas que transitam por ali. 

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“A amplitude e o significado da influência de Warhol o tornaram um dos artistas mais importantes do nosso tempo. Ele mudou nosso conceito de arte e transformou os objetos e processos do dia a dia em obras de arte e práticas artísticas. Warhol chegou ao cenário da arte na década de 1960, quando este sofria a revolução do pop art, e ficou mais conhecido como o ícone pop americano, o artista que produziu as imagens de Marilyn Monroe e das sopas Campbell’s. À menção de seu nome, uma celebridade de peruca branca vem à mente. No entanto, talvez seu legado mais significativo seja seu processo criativo, mais que os objetos icônicos por ele produzidos. 

Warhol usou suas obras e práticas artísticas como estrutura para vivenciar, registrar, organizar e reproduzir o mundo ao seu redor. A abrangente influência do artista deve-se, em parte, ao modo como ele fazia esse mundo parecer simples e fácil. Era só apontar e focar uma câmera, e Warhol produzia um filme; apropriava-se da foto publicitária de alguma celebridade e a usava como base para uma pintura; ou colocava o que quer que estivesse em sua mesa em uma caixa de papelão e criava uma “cápsula do tempo”. 

Seu entusiasmo pelo o dia a dia de seu mundo era tão grande como a paixão que dedicava aos métodos utilizados em capturar e registrar esse mundo. Warhol adorava tanto os instrumentos de enquadramento quanto o conteúdo emoldurado: a câmera, a serigrafia, uma caixa vazia, um gravador, uma sacola de compras, cada um deles funcionando como ferramenta de memória e de uma infinita seleção e escolha. Basicamente, Warhol transformou sua vida cotidiana em uma taxonomia especial das práticas artísticas contemporâneas, e sua produção artística em reflexão sobre uma maneira de viver o dia a dia: coletando, documentando e reproduzindo seu mundo; experimentando e colaborando com pessoas, lugares e coisas ao seu redor.”

Jéssica Gogan, Texto curatorial da exposição Andy Warhol: Arte e práticas para o dia a dia

 

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